TECNOLOGIA X SENSIBILIDADE.

Angelim, da UNB:

“Tecnologia não substitui sensibilidade criativa”


Uma aula de cultura, história, humanidade, sensibilidade e fé na educação, uma grata surpresa para quem imaginou que a temática “tecnologia na educação” ficaria restrita a uma abordagem técnica.


Esses aspectos nortearam a conversa da professora mestra da Universidade de Brasília (UNB), Maria Luiza Angelim, uma entusiasta da cultura brasileira, com os participantes do Encontro de Formadores dos Cefapros, na última sexta-feira (16/05), em Cuiabá, uma realização da Superintendência de Formação da Seduc.


Logo no início de sua fala, a professora demonstrou entusiasmo com a atenção adotada pela gestão da Seduc em relação aos Cefapros. “Percebi que Mato Grosso é um terreno fértil para a formação. O fato desses espaços serem referências para formação nos municípios é muito positivo”, avaliou.


A educadora Maria Luiza Angelim classificou como “absurdo pedagógico” que todos os encontros educativos sejam feitos via tecnologia, à distância. “O ideal é encontrar o meio termo entre o presencial e à distância”, acrescentando ser de vital importância que os educadores captem os saberes que estão à sua volta, não se restringindo somente aos oferecidos pela tecnologia. “A sensibilidade criativa se contrapõe à tecnologia”, professou.


A educação ao longo da vida, calcada na convivência humana, na família e também na escola foram outras defesas feitas pela professora. O foco não deve ser meramente nas disciplinas, mas para além disso. “O educador precisa se potencializar utilizando percepção, emoção, mente e intuição”, reforçou.


Maria Luiza Angelim pontuou que a libertação de qualquer Nação passa, obrigatoriamente, pela Educação Básica. Por isso, ela se disse feliz porque a comparação entre os países do mundo deixou de se basear somente no desenvolvimento econômico, passando a levar em conta o desenvolvimento humano.


Ela defendeu que os responsáveis pela educação infantil devem preocupar-se mais em garantir ambientes naturais para as crianças brincarem e explorarem a natureza no ambiente urbano. “Não há porque termos um computador por criança, precisamos mais é garantir espaços para as brincadeiras, uma forma saudável de aprendizado”, disse.



A professora enfatizou ainda que os professores precisam saber exatamente qual é a diferença entre Educação, Informação e Conhecimento, e, aproveitou para mostrar a diferença das palavras. Educação é conduzir para fora, alimentar-se; Informação é conhecimento dado; Comunicação é a ação na relação com o outro.



Ela também sugeriu aos formadores dos Cefapros que digam aos professores a importância do adulto manter vivo o seu lado criança. “Criança é um ser em criação, portanto ser criança é manter-se criativo”,


Por fim, a educadora defendeu a existência na escola de bibliotecas públicas, jornais comunitários, correio postal escolar, rádio-escolas, cooperativas de produção gráfica e de vídeo, entre outros recursos que podem ser compartilhados.


A última imagem deixada pela educadora foi a de uma flor simples do cerrado, a calliandra. Como essa flor é muito delicada, só sobrevive no seu estado natural, ou seja, fincada no galho. A correlação feita pela professora é para que todos os educadores também se enraízem, lutem pelo que é importante existir em seus espaços de trabalho. “Se a gente enraíza, a gente vive”, filosofou a educadora Maria Luiza Angelim.


CREUZA MEDEIROS
Assessoria/Seduc-MT

Comentários

Luciane Aporta disse…
Com o privilégio de estar presente em duas oportunidades diferentes para ouvir a Professora, sinto que as TICs e nossa formação caminham cada dia melhor.
Obrigada SEDUC/SUFP por conceder o espaço de estar presente neste momento.
Luciane Aporta
Diretora
CEFAPRO
Rondonópolis
Luciane Aporta disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciane Aporta disse…
Gestão de Informação
Recursos multimídias - EAD e inclusão digital:
é tão importante quanto água - esgoto - moradia, por isso o acesso deveria ser mundial e universal.
As TICs gera possibilidades de rever o que foi dito, o que foi pesquisado é um desafio para reflexão do entendimento acerca de um Sistema de Educação numa Sociedade Tecnológica.
Neste sentido a Educação necessita de oportunizar ao Educador o uso das linguagens e novos espaços de aprendizagem.
Luciane Aporta
Diretora
CEFAPRO
Rondonópolis/MT

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