SALA DE PROFESSOR.

Segunda-feira, 09 de junho de 2008.

Projeto oferece formação continuada a professores
Uma das estratégias para manter os professores atualizados, em relação aos desafios e dificuldades de formar alunos, é deslocá-los da escola para que participem de cursos e seminários em outra região. Em Mato Grosso, esta não é a principal estratégia de formação continuada dos profissionais da Educação. Este processo é realizado nas próprias escolas. É o Projeto “Sala de Professor”, que tem como protagonistas os professores e gestores da unidade escolar.

Implantado em Mato Grosso no final de 2003, o projeto vem se fortalecendo e a estimativa é de que já esteja presente em 75% das escolas do Estado. Ao contrário do que possa parecer, a Sala de Professor não se trata de uma sala de aula tradicional, com alguém falando e “alunos” ouvindo. “Funciona como um grupo de estudos, na qual todos os participantes têm que se preparar para falar, a partir de um conteúdo pré-definido e com carga horária específica e sistema de avaliação”, explica Zileide Lucinda dos Santos, coordenadora de Gestão dos Centros de Formação dos Profissionais da Educação Básica (Cefapros), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Os temas em desenvolvimento no projeto devem ser preferencialmente práticos, tanto em relação à superação dos problemas de aprendizagem dos alunos, quanto às dificuldades dos professores nas intervenções pedagógicas. Zileide informa que o conteúdo do projeto é definido pela Escola em seu Projeto Político Pedagógico (PPP). Neste, é feito um diagnóstico das necessidades da escola, incluindo-se o plano de formação continuada dos profissionais da Educação.

Os Cefapros têm o papel de formar a equipe gestora que irá atuar no Sala de Professor, através dos coordenadores de formação presentes nestas unidades. Também acompanham a execução dos projetos definidos. A partir daí, cabe ao coordenador pedagógico da unidade escolar a gestão do processo. Quando uma dificuldade é detectada e não é resolvida pelos participantes da “Sala”, a escola tem a autonomia para pedir assessoria aos Cefapros ou universidades. Para que um projeto seja certificado, este precisa ter um mínimo de 80 horas no ano letivo. Os professores podem utilizar a hora atividade para o desenvolvimento do tema de estudo previsto.

Para Zileide, o projeto é mais eficiente e tem menor custo do que a estratégia tradicional de tirar professor da escola para cursos ou seminários. Estes são ações que ela não descarta, pois considera “aliadas” do projeto. O Sala do Professor foi um dos temas discutidos em maio, em Cuiabá, durante um encontro de profissionais que trabalham nos 13 Cefapros existentes no Estado. Em novembro, porém, adianta Zileide, está prevista uma avaliação específica do projeto, “tanto quando em relação ao seu desempenho qualitativo como quantitativo”.

A coordenadora de Gestão dos Cefapros lembra que a implantação do projeto no Estado contou com a assessoria da professora Renata Ramos Corrêa Taguchi, já falecida, da UFMT.

SERGIO LUIZ FERNANDES
Assessoria/Seduc-MT

Site: http://www.seduc.mt.gov.br

Comentários

Luciane Aporta disse…
A Equipe gestora encaminhou para as Escolas de Rondonópolis cópia da nota publicada no site da SEDUC em 09/06/2008, que apresenta informações e esclarecimentos do Projeto Sala de Professor.
Luciane Aporta
Diretora
CEFAPRO/Rondonópolis/MT

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